Fiuk fala de seu primeiro papel adulto na carreira

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O tempo tem sido um grande aliado de Fiuk. Principalmente, para o ator perceber que caminhos pretende traçar em sua trajetória profissional. Por isso, os seis anos longe da rotina de gravação de uma novela foram fundamentais para que ele ganhasse alguma clareza nesse sentido. Depois de interpretar o Agenor de “Aquele Beijo”, Fiuk sentiu que era melhor dar um intervalo. Durante esse período, fez apenas participações em produções como “Cheias de Charme” e “Geração Brasil”, ambas da Globo, e “Lili, A Ex”, do GNT, entre outras. Até voltar aos estúdios na pele do jovem empresário Ruy, em “A Força do Querer”. “Eu gosto de ir atrás das coisas que mexem comigo, nunca deixo a vida como está. Me peguei no colo pela primeira vez na vida e me dei todo tempo do mundo. Antes, eu sempre tinha data para alguma coisa”, compara.

Na história escrita por Gloria Perez, Ruy é um rapaz alegre, filho de Eugênio e Joyce, papéis de Dan Stulbach e Maria Fernanda Cândido. O personagem começa a novela noivo de Cibele, interpretada por Bruna Linzmeyer. Até que se apaixona pela espevitada Ritinha, de Isis Valverde, e vê sua vida mudar pouco a pouco. Principalmente, na maturidade. “Meu personagem é bem chegado em um rabo de saia. Em uma pulada de cerca que dá, se apaixona por uma mulher que não deveria se apaixonar e tem de pagar o preço das escolhas que faz. Assim, Ruy vai se descobrindo”, detalha.

A volta aos folhetins foi através de teste. Fiuk já estava com muita vontade de retomar a carreira nas novelas. Por isso, quando surgiu a chance de ser avaliado para um personagem em “A Força do Querer”, se dedicou o máximo que pôde. “Foi um teste maravilhoso! Teve um monólogo muito legal, bem grande e peguei para a minha vida”, lembra. Paulistano, o ator se preocupa em amenizar o sotaque para encarnar o carioca Ruy. Aliás, o cuidado com a prosódia nos trabalhos que faz, ele garante, já vem de um tempo. “Tento construir uma nova pessoa. Claro que o Ruy não é um carioca da gema, ele é um empresário, não fala de um jeito tão solto. Então, estou tentando não arrastar tanto o sotaque”, explica ele, que está animado com o primeiro papel mais adulto na carreira. “A luta dele é ser mais maduro. Ruy está nessa busca”, conta.

Hoje aos 26 anos, Fiuk se questiona se a chegada do sucesso foi precoce em sua vida. Isso porque ele foi lançado na tevê como protagonista da temporada de 2009 de “Malhação” e causou alvoroço com o público infantojuvenil. Na história “teen”, vivia Bernardo, um jovem músico vocalista de um grupo – característica compartilhada pelo ator na época, quando cantava na banda Hori. “Assim que eu virei um sucesso, tinha um empresário do meu lado falando o que eu deveria fazer. Mas chegou uma hora que eu vi que precisava saber quem sou e o que gosto de fazer efetivamente”, pondera. Hoje, tudo que o ator quer é concentrar todas as suas atenções no momento atual. “Quero viver o Rui intensamente. Não quero pensar no tamanho da responsabilidade ou em quem vai ou não gostar do que faço. Estou pensando mesmo na história”, salienta.

“A Força do Querer” – Globo – De segunda a sábado, às 21h20

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