Empresas lucram com estratégias para recuperar clientes

Tempo de leitura: 2 minutos

Cerca de 70% dos produtos nos carrinhos das lojas virtuais são abandonados antes do fim da compra. Para recuperar parte desses negócios, empresas estão se especializando em atrair o cliente de volta ao site. A estratégia consiste em abordar por e-mail, com um lembrete, a pessoa que desistiu das compras. Caso não tenha efeito, um segundo e-mail é enviado em 24 horas, com promoções e recomendações de outros itens. A última tentativa acontece a partir do terceiro dia e costuma oferecer alguma vantagem ao consumidor, como desconto ou frete grátis.

A taxa média de recuperação é de 10%, segundo empresas do setor. Não é preciso que o consumidor tenha se registrado com o seu e-mail no site para receber as mensagens. Softwares conseguem identificá-lo a partir do cruzamento dos dados de navegação.

Foi a partir da experiência com a loja virtual Look Store que Felipe Rodrigues, 29, criou em 2016 a start-up Enviou, que tenta recuperar carrinhos abandonados. “Percebi as perdas com negócios não concluídos e criei um sistema para buscar quem não finalizava a compra.” A estratégia aumentou as vendas e despertou o interesse de outros lojistas. A Enviou tem hoje 18 mil empresas cadastradas, que pagam a partir de R$ 39 por mês para serem atendidas. A taxa de conversão dos carrinhos abandonados fica entre 8 a 15%, segundo Rodrigues. A expectativa do empresário é chegar a 40 mil clientes na América Latina em 2017 e fechar o ano com um faturamento de R$ 2 milhões.

Outra empresa que corre atrás da compra abandonada é a ShopBack. Fundada em 2015, tem cerca 900 clientes e ganha um percentual – que varia de 8 a 12% – em cada venda concretizada. “Nosso foco é entender quem é o usuário do site, o que ele viu e onde passou o mouse. A partir daí criamos reações em caso de abandono”, explica Isaac Ezra, presidente da ShopBack. Entre as estratégias está a emissão de alertas avisando o consumidor que o produto desejado está se esgotando.

PLATAFORMA

Para Carlos Medina, diretor da São Paulo Digital School e especialista em “e-commerce” (comércio eletrônico), não há mais a possibilidade de ter um negócio na internet sem sistema que vá atrás do cliente.

O especialista alerta que, na hora de montar o site de venda, é preciso escolher uma plataforma que tenha capacidade de conversar com os softwares de recuperação de carrinhos abandonados e interagir com o consumidor. “Muitos empreendedores ainda não usam esse tipo de recurso porque o desconhecem. Não é um serviço caro, e a maioria também não precisa de muita habilidade técnica ou um desenvolvedor, é uma ferramenta de autoatendimento” diz Medina.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *